Decorridos trinta e tal anos após a descolonização, a população mais jovem (cerca de 70%) tem mais escolarização mas sente-se desiludida e frustrada; e os mais velhos sentem amargura e desencanto face às expectativas criadas pelas elites e notáveis políticos que lideravam o processo de independência (muitos deles continuam actualmente ligados ao poder).
A miséria grassa na generalidade da população, mas de uma forma mais acentuada na população do interior, para as quais a natureza é o único sustento mais seguro e certo.
A corrupção no seio das próprias autoridades é uma realidade reconhecida pelos governantes, mina o regime e presta-se à criação de uma “infinidade de ditadores”.
Há promiscuidade da governança nos negócios com o exterior (exportações de cacau, por ex.). Os primeiros dinheiros do petróleo da área económica de S.Tomé, não foi recebido pelos cofres do Estado.
Dos dirigentes políticos, ninguém é capaz de apresentar/enunciar quaisquer linhas que visem o desenvolvimento.
São conhecidas algumas acções no país para gerar consensos que envolvam todos os grupos sociais, políticos, cooperantes, ONGs e doadores internacionais, no sentido de se encontrar um “RUMO” para o país.
Trata-se de um paraíso oferecido aos turistas, mas as populações pouco ou nada beneficiam das mais-valias geradas no “país de sonho” vendido pelos operadores turísticos.
No final, houve intervenções por parte da assistência e seguiu-se uma sessão de autógrafos.