quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ACTIVIDADES PARA O 4º TRIMESTRE DE 2010

OUTUBRO
Dia 4 (2ªfeira)
21h30 – Venha ao Teatro... o Teatro Nacional São João, vai exibir, na véspera do 5 de Outubro, expoente das comemorações dos 100 anos da República, “ O Meu Coração Ficará no Porto”, um documentário sobre HUMBERTO DELGADO, “o general sem medo”, centrando-se na visita que ele fez ao Porto no dia 14 de Maio de 1958.
Dias 23-24 (sábado e domingo)
ANO JACOBEU 2010 – Viagem à CORUÑA e SANTIAGO DE COMPOSTELA
Dia 28 (5ºfeira)
20h30- ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
NOVEMBRO
Dia 12 (sexta-feira)
21h30 – NOITE DE S. MARTINHO, com castanhas oferecidas pela Cooperativa de Penela da Beira, vinho, petiscos e animação musical.
Dia 20 (sábado)
16h- “Novas perspectivas sobre os Caminhos de Santiago e a Beira Alta”, conferência proferida pelo Sr. Doutor MAIA MARQUES.
Dia 25 (5ªfeira)
21h30 – Abertura da Exposição de Joalharia Contemporânea em prata, desenho e bonecos em pasta de papel, da autoria de ELISABETE CARVALHO, MARIA JOÃO TEIXEIRA E DOMINGOS TEIXEIRA. A exposição ficará aberta ao público até dia 28 de
Novembro, das 14h30 às 19h.
Dia 28 (domingo)
16h – Venha ao Teatro... no Teatro Nacional São João, SOMBRAS, uma criação de Ricardo Pais, onde se cruzam a Fala, o Canto e a Dança.
DEZEMBRO
Dia 4 (sábado)
16h – Abertura de uma Exposição de Pintura “UMA OUTRA VISÃO DO PORTO” de João Carlos Dias Ferreira. A exposição ficará aberta ao público até dia 20 de Dezembro de 2010, das 14h30 às 19h.
Dia 17 (6ªfeira)
20h30 – Jantar de Natal
Ementa tradicional e animação musical.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Também vamos de férias!

Todos vivemos sob o mesmo céu, mas ninguém tem o mesmo horizonte. Para onde quer que vá, onde quer que esteja, aprecie o que o rodeia e viva as suas férias!
Encontrar-nos-emos, novamente, em Setembro!
Até lá!

terça-feira, 6 de julho de 2010

O azul na obra de Sérgio Reis

RECEITA PARA FAZER O AZUL
Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam
com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez
ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre
na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor
até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas a s cores te parecerão semelhantes, sem que
possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,
iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser,
algum dia, imitar o céu.

Nuno Júdice, Meditação Sobre Ruínas

Sérgio Reis
Nasceu em Lisboa em 1958.
Formado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (actual FBAUP).
Co-fundador da Associação de Arte e Imagem de Seia.
Organizou os Encontros de Arte’93 em Seia, a Exposição Nacional de Desenho – Prémio Tavares Correia (1996), a I Exposição Internacional de Arte Postal sobre Cinema e Ambiente (CineEco’99, Seia, 1999), as I e II Exposições Colectivas dos Artistas Senenses (1999, 2000) e as ARTIS - Festa das Artes em Seia I, II, III e IV (2001 a 2004).
Em Maio de 2008 foi homenageado na ARTIS 7 – Festa das Artes e Ideias em Seia e, em Julho do mesmo ano, recebeu a Campânula de Mérito Cultural Municipal, atribuído pela Câmara Municipal de Seia.
Em Dezembro de 2009, foi distinguido com o Prémio Município de Oliveira do Hospital na AGIRARTE 12 (Oliveira do Hospital e Tábua).
Publicou os livros de poesia “O Muro Atrás das Costas” e “Os Lugares Oscilantes”. Representou Portugal no projecto “SOS Poesia” (Veneza, 1993).
Participou em diversas exposições colectivas de desenho, pintura, cerâmica e arte postal em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Itália, Alemanha, Suíça, Holanda, Japão, EUA, Canadá, as últimas das quais: AGIRARTE 12 (Oliveira do Hospital e Tábua, Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010; Exposição Internacional de Arte Postal “A (R)evolução de Darwin” (Museu da Ciência, Coimbra, 2009); ARTIS 8 (Seia, Maio de 2009).
Encontra-se representado em diversas colecções oficiais e particulares em Portugal, Espanha, França, Holanda e Brasil.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dia 26 de Junho, Sérgio Reis expõe na Casa da Beira Alta


Visita Cultural a Castro Daire

Dia 19 de Junho, pelas 8h da manhã, o grupo partiu rumo a Castro Daire.Trata-se de uma vila antiga originada num castro sobranceiro ao rio Paiva, o castro dos bons ares. O nome terá origem no nome da divindade ARO venerada pela tribo que habitava a antiga povoação castre e que aparece em inscrições romanas (Topónimo Castro Daire = Castro dei Aro /Castro d’Ario).Os Romanos passaram aqui com as suas vias. Outros povos também. Há memórias de pedra cuja leitura se faz como em museu.
Chegada a Castro Daire,a comitiva da Casa da Beira Alta foi recebida no Museu Municipal pelo Senhor Vereador Luis Lemos e pela Drª. Cristina Gomes, do Pelouro da Cultura. Foram proferidas palavras de agradecimento pela visita, feita uma breve abordagem panorâmica pelo concelho de Castro Daire, referindo pontos de interesse histórico e etnográfico.Dpois de referência às peças exibidas no Museu, foi gentilmente oferecido chá/café acompanhado do bolo tradicional de Castro Daire. Acompanhado da Drª Cristina, o grupo dirigiu-se à IGREJA DA ERMIDA, classificada como monumento nacional em 1916. Construída na segunda metade do séc. XII,fazia parte de um mosteiro agostiniano fundado pelo monge corajoso e poeta D. Roberto da Ordem dos Premonstratenses fundada em 1120. Aarão Lacerda denominou-o «O Templo das Siglas», considerando as inúmeras siglas lavradas na silharia e que têm originado múltiplas interpretações: marcas de canteiros para contabilizar a sua produção e patentear o prestígio do seu trabalho? Sinais apotropaicos? «marcas de posição» da pedra? Símbolos esotéricos, alfabéticos, astrológicos, mágicos, místico-cristãos?
A introdução histórico-artística e a referência às siglas foi feita pelo elemento da Direcção da Casa da Beira Alta, Dr. Antonino Jorge.Esta introdução foi complementada,no interior da Igreja, pela amabilidade do Padre João Freitas Marado, doutorado em Direito Canónico, ex capelão militar,ex pároco da região de Ester, Castro Daire.
Seguiu-se o tão esperado e apetecido almoço!Em Parada de Ester, no Restaurante BEM-ESTAR, fomos recebidos e muito bem servidos com a amabilidade de todos. Produtos de primeira, confeccionados com saber e dedicação. Um repasto que a todos agradou e ficou na memória gastronómica do grupo.
Após o almoço, a caminho do Mezio para a visita ao Centro de Artesanato e Museu Etnográfico, com apoio do Sr. António e da Dona Lurdes. Houve
compras de peças de artesanato, em burel, e de produtos da ERVITAL, empresa de chás naturais.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"LUZES" até 18 de Junho

José Rodrigues Lopes dos Santos nasceu em Vila Verde - Seia e estudou no Porto, na Escola Raul Dória, hoje extinta.
Viveu seis anos nos Estados Unidos da América, onde frequentou a Union College, e Rutger’s University e participou activamente em várias iniciativas no campo cultural e nos media.
Foi Presidente do Orfeão de Seia, promovendo e dinamizando diversas acções de índole cultural e associativa, notavelmente o Primeiro Congresso Nacional de Coros (donde veio a ser criada a Federação Portuguesa de Coros), a promoção do Orfeão a Instituição de Utilidade Pública, a co-organização (com Mário Jorge Branquinho / jornal “Notícias da Serra”) da 1ª Gala do Concelho de Seia, preparação e apresentação de várias exposições, edição de serigrafias de Helena Abreu e António Joaquim, entre outras.
Dedica-se à fotografia nos tempos livres. A sua primeiríssima exposição decorreu entre 14 de Fevereiro e 21 de Março de 2009 no Museu Grão Vasco - Viseu, a que se seguiram as do Museu de Lamego, do Museu Municipal de Resende, da Biblioteca Municipal de Cantanhede, no Posto de Turismo de Seia, no Espaço Abel Mata de Gouveia, do Museu Diocesano de Lamego, nas colectivas Artis – Seia em 2009 e este ano
Foi distinguido, em 2008, com a Campânula de Mérito Empresarial, pelo Município de Seia, pelo trabalho de “mais de 50 anos na fábrica de curtumes que seu pai fundou, (…) acompanhando a evolução tanto do mercado como das técnicas de preparação das peles, protagonizando algumas acções que são marcos decisivos para que a empresa ainda hoje possa continuar a laborar.”
Colabora activamente com o site “Olhares” www.olhares.com/Jose2103 onde podem ser apreciadas algumas das suas obras.

terça-feira, 25 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Fina d' Armada na Casa da Beira Alta

A Casa da Beira Alta, cujo patrono é Aquilino Ribeiro, não podia ficar alheia aos 100 anos da Implantação da República, que este ano se comemoram. Convidou para falar sobre"AS MULHERES E A 1ª REPÚBLICA" Fina d’Armada, Mestre em Estudos sobre as Mulheres pela Universidade Aberta e que, há vários anos, dedica a sua investigação à História das Mulheres e, concretamente, à Mulher Portuguesa na 1ª. República.
Antonino Jorge, da Direcção da Casa da Beira Alta, falou da vasta bibliografia de Fina d’Armada: para além dos inúmeros artigos publicados em jornais como o Comércio do Porto, o JN ou o Expresso, dos 6 livros sobre o fenómeno de Fátima, dois em co-autoria com o Prof. Joaquim Fernandes da Universidade Aberta, da co-autoria das Monografias de Rio Tinto e Fânzeres, etc, destacam-se os romances A Chave dos Encobertos (2007), sob o pseudónimo de Iria Oceano e em co-autoria com Diogo Gama, o romance O Segredo da Rainha Velha (Ésquilo, 2008) e o ensaio Mulheres Navegantes no tempo de Vasco da Gama (Ésquilo, 2006), galardoado com o prémio «Mulher Investigação Carolina Michaelis de Vasconcelos 2005».
Na sua intervenção, apoiada em esclarecedoras imagens, salientou o papel que um significativo número de mulheres portuguesas, em fins do séc. XIX e inícios do séc. XX, desempenhou na luta por direitos como o exercício de uma profissão e salário digno, o direito a voto, falar/intervir em público, protecção às mulheres grávidas e crianças, à educação,à saúde e à igualdade na família e no casamento.
Assim , foi nomeando algumas mulheres que se destacaram na luta pelos direitos das mulheres e intervenção cívica. Entre elas: Maria Pinto Leite Ferreira, Beatriz Correia e Maria Antónia Azevedo, as três maiores republicanas do Porto que angariaram, através de peditórios e jantares, uma significativa soma para apoiar os presos na sequência do 31 de Janeiro de 1891; Angelina Vidal que aparecia frequentemente vestida de verde e vermelho e se evidenciava pelo seu anti-clericalismo; Elvira Afonso professora na Escola «O Vintém das Escolas», uma das criadas pela Maçonaria; o «Grupo das Treze» criado em 1911 para combater a superstição e a credulidade pública explorada pelo clero; Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher cirurgiã e a primeira a votar sozinha em 28 de Maio de 1911, depois de aturada controvérsia; Ana Castro Osório que, de parceria com Adelaide Cabete fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas; Maria Veleda, mãe solteira, natural de Faro; Aurora de Castro Gouveia a primeira notária portuguesa e talvez mesmo mundial; Amélia Santos que se evidenciou na Rotunda; Elzira Dantas Machado (casada com Bernardino Machado) e tantas outras que lutaram pela emancipação da Mulher.
E porque estava na Casa da Beira Alta, Fina d’Armada terminou a sua intervenção referindo mulheres das Beiras que se destacaram neste período. As já citadas Carolina Beatriz Ângelo, da Guarda, Ana Castro Osório de Mangualde, Beatriz Pinheiro, que fundou a União das Senhoras Liberais de Viseu, Raquel Perdigão de Viseu, Maria Martins de Seia, Amélia Socker Machado, 2ª. esposa de Pedro Boto Machado de Gouveia, preso e degradado na sequência da Revolta de 31 de Janeiro, Luz Pais e Berta Peres, entre outras.
Seguiu-se um animado debate, a partir de perguntas colocadas pelos presentes.
A sessão terminou com a intervenção de Ilda Marques, da Direcção da Casa da Beira Alta, que agradeceu a presença de Fina d’Armada e a magnifica lição de história e cidadania que nos deram as nossas antepassadas nos longínquos anos da 1ª República..Lembrou também que este ano se celebrou o 100º Aniversário do Dia Internacional da Mulher,e que não há sociedade nem pais que avance e progrida se a Mulher não tiver igualdade de direitos e oportunidades, tal como defenderam as gloriosas mulheres da 1ªRepublica!
E,em homenagem a essas e todas as Mulheres e Homens, leu o seguinte poema de Glória Marreiros:

Trazias a bandeira da presença
E nas palavras hinos de Alegria
Foste perdão, justiça e recompensa
Foste lágrima riso e melodia
Trazias no teu rosto luz imensa
que iluminava o Mundo nesse dia,
Corrias qual gazela, sem detença.
ao encontro do Sol que já nascia.
Construções do Futuro ias sonhando.
Sonhos comuns antigos partilhando:
Esperanças, Amor, Fraternidade
TU foste MÃE, MULHER e LIBERDADE!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

As Mulheres e a 1ª República

No dia 15 de Maio, às 16h, realizar-se-á uma palestra proferida pela escritora e estudiosa dos assuntos das Mulheres, FINA D'ARMADA,intitulada"AS MULHERES E A 1ª. REPÚBLICA».

segunda-feira, 26 de abril de 2010

" DIVERSIDADES" exposição de José Carlos Mendes

No dia 24 de Abril, às 16h30, foi inaugurada a exposição de pintura "Diversidades" da autoria de José Carlos Mendes. Ficará aberta ao público até dia 22 de Maio, de 2ªfeira a sábado ,das 14h30 às 18h.

sábado, 24 de abril de 2010

54º Aniversário da Casa da Beira Alta

Embora o dia de aniversário da fundação da Casa da Beira Alta seja 26 de Abril de 1956, decidimos antecipar uns dias a comemoração para aproveitar um dia sem trabalho. Assim, no dia 23, após a habitual missa na Capela das Almas pelas intenções dos sócios e amigos já falecidos, tivemos um simpático e beirão Jantar.
Houve alegria, boa disposição, discursos ...
e poemas, ditos por Celeste Luís e Miguel Leitão!

Tomada de Posse dos Corpos Gerentes da Casa da Beira Alta

No dia 23 de Abril de 2010, às 20h, o Presidente da Assembleia Geral, Dr. António Cardoso Moniz (Palme) empossou os novos Corpos Gerentes para o biénio 2010/2011, eleitos em Assembleia Geral, no dia 11 de Março.

ASSEMBLEIA GERAL

PRESIDENTE: António Cardoso Moniz (Palme) - S. Pedro do Sul
VICE-PRESIDENTE :Carlos Dias Rebelo - Moimenta da Beira
1º SECRETÁRIO: Artur Augusto Carrapatoso - Figueira de Castelo Rodrigo
2º SECRETÁRIO: Fernando Mário Martins do Amaral - Oliveira do Hospital

DIRECÇÃO

PRESIDENTE: Maria Fernanda de Sousa Dias Ferreira Braga da Cruz - Trancoso
VICE-PRESIDENTE: João Gomes Ferreira - Penela da Beira
SECRETÁRIO: Alfredo Ângelo Pires Henriques - Vila Franca das Naves
TESOUREIRO: Ilda do Nascimento Ferreira Marques - Mangualde
VOGAIS: Maria Teresa Santos de Sousa Loureiro - Oliveira do Hospital
Américo João Nunes Tadeu - Folgosinho
Antonino Resende Jorge - Cinfães
Ana Luísa Santos Almeida e Sá - Fornos de Algodres
Manuel Vílmaro Costa Pereira - Tarouca

CONSELHO FISCAL

PRESIDENTE: Vasco de Campos Lencastre - Oliveira do Hospital
VICE-PRESIDENTE: Adão Pereira Sequeira Fonseca - Cinfães
RELATOR :Rogério Lopes - Gouveia

sábado, 17 de abril de 2010

Seixo da Beira - Visita à Queijaria QUINTA DO CRUZEIRO

No dia 17 de Abril, realizou-se a visita guiada à Queijaria QUINTA DO CRUZEIRO, em Seixo da Beira (Oliveira do Hospital), dirigida por Diorema Coelho e seu marido António Simões.Dinâmica e entusiasta,a D.Diorema fala da história da Quinta do Cruzeiro, da criação da sua queijaria, uma das 11 cerrtificadas da região, da produção de Queijo da Serra da Estrela, da necessidade que sentiram de aumentar o número de animais de 80 para 380 ovelhas, para sustentar as despesas e os investimentos. Certificaram o ovil e a queijaria e criaram uma sala de provas. Produzem entre 25 a 30 quilos de queijo por dia.

Em SEIXO DA BEIRA, a natureza, beneficiando de um sábado sem chuva, exibiu o seu belo e colorido manto para nos receber!
Seguiu-se a visita à Queijaria. Do leite ao queijo e ao requeijão, tudo foi sábiamente explicado. É um queijo de ovelha(raça bordaleira),de pasta semi-mole amanteigada, branca ou ligeiramente amarelada, com poucos ou nenhuns olhos. É composto exclusivamente por leite crú inteiro de Ovelha Serra da Estrela, sal e cardo. A forma é a de cilindro baixo com abaulamento lateral e um pouco na face superior, sem bordos definidos. O seu diâmetro varia entre os 13 e 20 cm e a altura entre 4 a 6 cm. O peso varia entre 70 e 1,7 Kg.
O Queijo Serra da Estrela deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.




Ouvindo, atentamente, as explicações de D. Diorema!
Depois... da queijaria para a mesa!

O almoço, a animação e as compras!! Durante o almoço, tivemos a simpática companhia do Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Seixo da Beira , Senhor Baptista, que convidou um grupo de jovens acordeonistas para animarem o almoço! Que agradável surpresa!

FIAIS DA BEIRA


Acompanhou-nos e serviu-nos de guia o Eng. Vasco Ferreira, grande conhecedor da região e de tudo o que a ela está ligado. Falou-nos dos Palheiros de Fiais da Beira, lugar por ele considerado, sacralizado e mítico! Encontram-se na Freguesia de Erveldal da Beira,concelho de Oliveira do Hospital.


Encontramos os palheiros num grande afloramento granítico, uma grande lage, exposta ao sol, associada ao processo do cultivo, produção e preparação de cereais, nomeadamente cevada, centeio, trigo, aveia e milho. Para a conservação dos produtos e/ou dos seus derivados como fenos, palhas e folhelhos de milho, encontramos 75 construções de pedra de granito e telha de canudo. No espaço comum dessa lage, ainda hoje de faz a malha, debulha e secagem dos cereais, embora com uma expressão meramente residual.
A origem deste conjunto de 75 construções não foi ainda possível determinar, mas o que se sabe é que o conjunto é um monumento vivo que permite não apenas uma adequada reconstrução de práticas agrícolas com um pendor comunitário como a conservação de certos processos agrícolas.